Tímidos prazeres

Nada me excita mais do que um homem tímido, já desde os tempos do secundário que sou assim

Ilustração

 

Nada me excita mais do que um homem tímido, já desde os tempos do secundário que sou assim. Os tímidos eram gozados pelos outros mais espertos e aventureiros. Havia um rapazito muito tímido, o Artur, mas o mais inteligente da turma, de óculos graduados e sempre cabisbaixo, era humilhado por esses rapazes que diziam que ele era gay e atiravam-lhe os livros ao chão obrigando-o a admitir a sua homossexualidade. Ele mal pronunciava as palavras de tanto que tremia e gaguejava. Uma vez cheguei e pus-me no meio da discussão para saber o que se passava.

Os mauzões pararam logo e começaram a olhar para mim com olhos de desejo. Todos me queriam mas eu não lhes dava bola. Fui até ao Artur, dei-lhe um grande beijo na boca e disse:

- Adorei a nossa noite de ontem. Estou ansiosa por repetir.

Desde então ganharam respeito pelo Artur, que mais tarde me veio agradecer pela mentirinha e passamos a ser grandes amigos. Até tive vontade de ir para a cama com ele, mas a nossa amizade tinha-se tornado algo mais importante que sexo.

Os garanhões estão literalmente riscados da minha lista, já estive com alguns, mas sempre me dececionaram. Fazem todo aquele jogo de sedução, mas depois, quando acham que já me têm no papo, esquecem-se de todas as boas maneiras iniciais. Mas eu gosto é de seduzir e não de ser seduzida. Não vou à caça dos meus homens nos lugares mais frequentados, como as discotecas, festas ou praia. As minhas presas geralmente frequentam bibliotecas, livrarias ou então escondem-se com um “nick” suspeito na Internet.

Conheci o Gabriel num ambiente em que nunca pensei que pudesse vir a conhecer ninguém razoavelmente interessante… Numa discoteca! Possivelmente os amigos levaram-no amarrado. Eu olhava-o ao longe, sentada no bar. Ele parecia ser diferente de todos os outros, até parecia tentar agradar, mas não se encaixava no ambiente. Levaram-no para a pista, mas ele não sabia dançar e voltou para a mesa quando notou que estava a ser ridículo.

Olhava muitas vezes para o relógio, enquanto dois dos seus amigos voltaram para a mesa com mais duas miúdas. Beijavam-nas e apalpavam-nas fortemente, mesmo à sua frente, deixando-o cada vez mais constrangido. Os outros três ainda continuavam na pista à caça. Um deles aproximou-se de mim e começou a lançar conversa. Como te chamas? Que idade tens? Onde vives? Costumas vir cá muitas vezes? Bombardeou-me de perguntas, até dizer que eu era muito gira e que gostaria de me dar uns beijos.

- Na verdade, estou mais interessada num amigo teu. - Ele ficou parado, chocado, e quis logo perguntar qual deles. - Daqui a pouco vou até a vossa mesa e já vês.

Ele foi para a pista, começou a falar com os amigos e a apontar para mim. Entretanto voltaram todos para a mesa, acabei a minha bebida, levantei-me e fui até lá. Sentei-me do lado do “menino tímido” abraçando-o e disse:

-És tu quem eu quero.

Vi várias bocas abrirem à minha frente. Convidei-o para ir comigo até ao balcão, ele ficou confuso, mas foi, talvez porque qualquer coisa seria melhor do que estar junto daquele monte de marmanjos que só queriam intimidá-lo.

- Porque me trouxeste para aqui? – Perguntou-me ele depois de um longo silêncio.
- Porque gostei de ti.
- Foram os meus amigos que te pediram para me pregar uma partida, não foram? Pois se foram…
- Ei… - eu interrompi. – Os teus amigos não têm nada a ver com isto, nem os conheço nem quero conhecer. Gostei de ti e és tu que eu quero.
- Mas porquê? – Ele corou.
- Porque só gosto de homens tímidos.

Ele deu um gole no whisky e fez uma careta. Tinha 26 anos, mas não parecia nada experiente. Todo aquele ambiente parecia contrastar com a sua postura reservada, quase acanhada. 

A música passava e só víamos pessoas a abanar a cabeça no meio da pista.

- Vamos sair daqui. – Disse-lhe eu.
- Para onde?
- Importa?

Levei-o para a minha casa. Sentei-me no sofá e pedi-lhe para se sentar também enquanto observava o seu silêncio. Descalcei as botas e estive a brincar com os meus pés nas pernas dele. Ele parecia tremer.

- Tens medo de mim?
- Não, não é isso.
- Então é o quê?
- Na verdade… nunca pensei que pudesse vir a estar com uma mulher como tu.
- Então não penses… Deixa acontecer…
- Não sei o que fazer.
- Não precisas… Deixa que eu faço tudo.

Sentei-me no colo dele, comecei a tirar o top e fiquei com os meus seios nus, bem à frente dos seus olhos. Parecia que ele estava a ver uns seios ao vivo pela primeira vez na vida. Peguei nas mãos dele e pu-las em mim, devagar.

- Vês? Podes tocar…

Ele tocava, apertava, como se estivesse a experimentar pela primeira vez, como se fosse comprovar que eles eram mesmo reais. Os meus biquinhos rosados começaram a ficar durinhos e excitados, como se estivessem com frio. 

- Também podes pô-los na boca… - Sugeri, já a chega-los bem perto da boca dele.

Ele chupou, como um bezerro desmamado. Eu tirava uma mama e colocava a outra, bem devagarinho até ele ganhar o jeito chupando uma e acariciando a outra com a mão. Senti o pau dele crescer, bem debaixo da minha cona. Já começava a ferver de tanto desejo. Tirei-lhe a camisa e encostei as minhas mamas, rijas, quentes e molhadas no peito dele. 

- Gostas? – Perguntei.
- Muito. – Respondeu ele quase a gaguejar. 

Desencostei-me e saí do colo dele, baixei-me para lhe tirar os sapatos e desapertar as calças. Senti as pernas dele a contraírem, então deixei que continuasse com as calças, mas meti o pau dele para fora. Senti que parecia ter vergonha de expor o seu membro para uma quase desconhecida. Acariciei aquele pau com as minhas mãos, ágeis e delicadas. 

Abandonei o seu mastro e sentei-me bem ao seu lado no sofá, lançando-lhe um olhar sedutor, ameaçador, traiçoeiro e misterioso. Tirei a meia calça e depois, bem devagar a cueca sem tirar a saia. Sentei-me em cima do seu instrumento, sem meter, apenas para que ele sentisse o calor da minha cona. Depois troquei de posição, com o rabo no seu pénis, deixando-o bem no meio do meu rego e deitando minhas costas no seu tronco nu. Peguei nas mãos dele e pu-las novamente nos meus seios. Estive a rebolar em cima dele, seguindo os movimentos circulares das suas mãos. Coloquei uma das mãos na minha cona, por baixo da saia, para que ele sentisse com os dedos o que sentiria com o pau, metido dentro dela alguns minutos depois. Enfiei um dedo dele na minha coninha e ele conseguiu notar o quanto já estava molhada. 

Pus-me de joelhos e meti aquele caralho duro toda na minha boca, subindo e descendo. Ele começou a gemer. Parei o broche e comecei a dar beijinhos e a lambê-lo com a ponta da língua. Passei a língua nas laterais e depois enfiei-o todo na minha boca, novamente, num golpe de misericórdia. Levantei-me e tirei a saia, arranquei-lhe as calças e os boxers, peguei num preservativo e ensinei-o a colocar. Voltei a sentar-me no colo dele, mirando aquele pau no meu buraquinho, descendo bem devagar de modo a sentir cada centímetro a entrar.

- Vamos brincar de elevador…” – Disse, marota.

Quando entrou todo ele gemeu. Continuei rebolando, subindo e descendo. 

- Está bom? – Perguntei.
- Muito, muito bom.
- O que sentes?
- É quente. Húmida. Apertada.
- Gostas de me foder?
- Gosto, gosto muito. É muito bom…

Suspiramos, gememos e depois de eu gritar, ele sentiu-se à vontade para gritar também. Aumentei o ritmo. Ele começou a abrir as pernas e a pular com o rabo no sofá. Inclinei-me com as costas para trás apoiando-me na mesinha de centro. Ele meteu mais.

- Goza comigo… - Disse eu.
- Estou quase…
- Continua… Continua… Continua…

Ele veio-se. Senti o preservativo encher-se dentro de mim e o seu pau a latejar. As pernas dele tremiam e ele parecia até soluçar. 

- Eu… Eu era virgem. – Disse ele.
- Eu sei. – Respondi.

Abraçamo-nos suados e trocamos longos e demorados beijos. Autorizei que se vestisse e que se fosse embora, mas, quem saía por aquela porta, agora não era o mesmo homem que entrou.

Aumente ainda mais o tesão...

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